O que o «mel de Manuka certificado» realmente certifica — e como verificar um frasco você mesmo
O que o «mel de Manuka certificado» realmente certifica — e como verificar um frasco você mesmo
A palavra «certificado» faz um trabalho enorme nas embalagens de Manuka, e é uma das mais procuradas de toda a categoria. É também uma das mais vagas, porque um frasco de Manuka pode estar certificado para pelo menos quatro coisas diferentes, que provam factos muito distintos.
Eis toda a estrutura, da camada que mais pesa à que menos pesa — e depois uma verificação que pode fazer na loja em menos de um minuto.
Camada um: a certificação de exportação do Estado neozelandês
É o alicerce, e é a que os compradores menos conhecem.
Desde 2018, nenhum lote de mel pode sair da Nova Zelândia descrito como Manuka sem cumprir a definição científica do Ministério das Indústrias Primárias. Esse ensaio mede quatro marcadores químicos e um marcador de ADN do pólen de Manuka. O mel aprovado é classificado como Manuka monofloral — predominantemente de néctar de Manuka — ou Manuka multifloral, uma colheita autêntica com mais presença de outras flores. O mel reprovado não pode sequer ser exportado como Manuka.
Isto não é uma promessa de marca: é um resultado de laboratório do Estado ligado a uma expedição, e é a diferença entre mel de Manuka e mel com a palavra Manuka impressa.
O que prova: que o mel é realmente Manuka e vem realmente da Nova Zelândia. O que não prova: quão forte é.
Camada dois: a licença UMF
UMF é um programa de certificação da UMF Honey Association; um produtor tem de ser licenciado para usar a marca. Cada lote é analisado quanto a quatro elementos:
- MGO — o composto característico e o número de potência.
- DHA — o precursor que ainda está a converter-se em MGO, e que diz algo sobre como o mel vai envelhecer.
- Leptosperina — um composto natural do néctar de Manuka, extremamente difícil de falsificar. É a verificação de autenticidade.
- HMF — que sobe com a idade e o calor, pelo que um valor baixo indica mel fresco e não sobreprocessado.
Um frasco UMF genuíno traz um número de licença. É a parte que quase ninguém usa — e o elemento mais útil do rótulo, porque pode ser consultado.
O que prova: potência, autenticidade, frescura e manuseamento cuidado, verificados por terceiros. O que não prova: que vai gostar do sabor.
Camada três: a análise de lote
Por baixo dos programas está o modesto código de lote, normalmente impresso junto à data de validade.
Esse código liga o seu frasco concreto a uma colheita concreta e analisada. Um produtor ou revendedor sério consegue dizer-lhe os resultados desse lote. Se ninguém conseguir, a certificação da frente descreve a marca e não o frasco que tem na mão.
O que prova: rastreabilidade — que foi analisado este frasco, e não um frasco como este.
Camada quatro: certificações de dieta e produção
Halal, kosher, biológico e selos semelhantes respondem a uma pergunta completamente diferente. Nada dizem sobre potência ou autenticidade do Manuka: dizem respeito ao modo como o mel foi produzido, manuseado e supervisionado. Se alguma lhe interessa, procure-a explicitamente; não presuma que um grau premium a implica. Temos certificação halal e kosher e publicamos ambas em separado exatamente por isso.
O que «certificado» nunca lhe diz
- Nada sobre valor. Um UMF 10+ certificado e um UMF 25+ certificado estão ambos plenamente certificados. A certificação é um piso, não uma classificação.
- Nada sobre o embalador. «Embalado na Nova Zelândia» e «Produto da Nova Zelândia» valem mais do que um «embalado em» outro país, que pode surgir em mel enviado a granel.
- Nada sobre o sabor. Nenhum laboratório mede se vai apreciar uma colher.
A verificação em cinco passos, em menos de um minuto
1. Leia a linha de origem. Procure Produto da Nova Zelândia. Esteja atento a um «embalado em» sem país de origem.
2. Procure Manuka monofloral ou multifloral. Se nenhuma dessas palavras aparecer no frasco, pergunte porquê.
3. Encontre um sistema de classificação indicado e um sinal mais. UMF, MGO, NPA, IAA, MGS — e um +, que significa mínimo garantido. Um número nu, «Active» ou «até» é uma afirmação mais fraca. O nosso guia sobre todos os rótulos de Manuka que não são UMF cobre o resto do alfabeto.
4. Encontre o número de licença UMF — e consulte-o. A UMF Honey Association publica a lista dos seus licenciados. Dois minutos com o telemóvel resolvem a questão. Um frasco que usa a marca UMF sem número de licença é o sinal de alarme mais claro que existe.
5. Encontre o código de lote e a data de validade. Depois, se lhe interessar, peça ao vendedor o certificado de análise desse lote. A forma como um vendedor responde a essa pergunta diz muito.
Sinais de alarme que justificam seguir em frente
- A marca UMF sem número de licença.
- Um número de classificação sem sistema indicado — «Manuka 300», «Manuka AA».
- «Total Activity» ou «TA», que inflaciona o valor ao incluir a atividade peroxídica comum que qualquer mel tem.
- Um preço drasticamente inferior a tudo o que é comparável no mesmo grau. O Manuka certificado é caro porque o mel é escasso e as análises são reais.
- Sem código de lote, ou com um código que ninguém sabe explicar.
O que nós fazemos
Cada frasco da nossa gama é classificado em UMF, e publicamos o equivalente MGO ao lado para que possa comparar com qualquer outro rótulo sem contas. O mel é Haddrell's of Cambridge, produzido e embalado na Nova Zelândia, e vendido na Europa com grau, origem e certificação declarados abertamente em vez de sugeridos por adjetivos.
Se alguma vez quiser o detalhe por trás de um frasco concreto, pergunte-nos. Essa pergunta deve ter sempre resposta.
Em síntese
«Certificado» não é uma coisa só. É um ensaio do Estado a atestar que o mel é Manuka, uma licença de programa que diz quão forte e quão genuíno, um código de lote que liga a afirmação ao seu frasco e — separadamente — certificações de dieta que respondem a outra pergunta.
Aprenda a ler as quatro camadas, dedique dois minutos a consultar um número de licença, e nunca mais terá de acreditar na frente do rótulo por fé.