NPA, IAA, K-Factor, MG, «Active»: descodificar todos os rótulos de Manuka que não são UMF
NPA, IAA, K-Factor, MG, «Active»: descodificar todos os rótulos de Manuka que não são UMF
Compre Manuka em três países diferentes e volta para casa com três vocabulários diferentes. Um frasco diz UMF 20+. Outro, NPA 10+. Um frasco francês indica IAA 20+. Um americano, K-Factor 16. E algures há um frasco que apenas diz «Active».
Não são todas afirmações do mesmo tipo, e algumas nem sequer são afirmações. Eis todo o vocabulário, ordenado pelo que vale.
Uma nota antes de começar. Na União Europeia, o mel é um género alimentício. Os rótulos alimentares não podem conter alegações de saúde a não ser que constem da lista autorizada da UE, e para o Manuka não existe nenhuma. Tudo o que se segue descreve, portanto, sistemas de medição e classificação: o que um número conta e quem o verifica. Nada aqui afirma o que o mel faz por si.
Os sistemas realmente verificados
UMF — Unique Manuka Factor. Um programa de certificação gerido pela UMF Honey Association na Nova Zelândia. O mel de um produtor licenciado é analisado quanto a quatro marcadores: MGO, DHA (o precursor que se converte em MGO com o tempo), leptosperina (um composto natural do néctar de Manuka, extremamente difícil de imitar, que funciona como verificação de autenticidade) e HMF (que sobe com a idade e o calor, servindo de verificação de frescura e manuseamento). Um frasco UMF genuíno traz um número de licença que pode ser consultado. É o mais exigente dos sistemas, porque testa identidade e estado, não apenas potência.
MGO — metilglioxal, por vezes impresso como MG. Uma concentração simples em miligramas por quilograma. MGO 550 significa pelo menos 550 mg/kg. É honesto e fácil de comparar, mas por si só nada diz sobre autenticidade ou frescura. MG e MGO são a mesma medição, apenas abreviada de forma diferente.
NPA — Non-Peroxide Activity (atividade não peroxídica). Uma escala laboratorial mais antiga, expressa em «equivalentes de fenol». Os seus números alinham-se com o UMF: NPA 10+ ocupa a mesma posição que UMF 10+, e NPA 5+ a mesma que UMF 5+. Se vir um frasco com «MGO 83+ / NPA 5+», está a dizer-lhe duas vezes a mesma coisa.
IAA. A indicação que encontrará com mais frequência em embalagens em francês. Funciona como o NPA e usa os mesmos números, pelo que IAA 20+ está onde estão UMF 20+ e NPA 20+. Se o seu frasco diz IAA e quer compará-lo com um frasco UMF, pode ler os números diretamente um contra o outro.
MGS — Molan Gold Standard. Um programa de certificação neozelandês distinto, com o nome do investigador que primeiro estudou o Manuka. Menos comum do que o UMF, mas uma certificação real com análises reais por trás.
A camada por baixo de todas: a lei neozelandesa
Esta não é de todo uma escala de marketing, e pesa mais do que a maioria dos compradores imagina.
Desde 2018, cada lote de mel exportado da Nova Zelândia como Manuka tem de cumprir a definição científica do Ministério das Indústrias Primárias: um teste a quatro marcadores químicos mais um marcador de ADN do pólen de Manuka. Só o mel que passa pode ser rotulado como Manuka monofloral (predominantemente de néctar de Manuka) ou Manuka multifloral (uma colheita autêntica mas mais mista).
Portanto, «mel de Manuka monofloral, produto da Nova Zelândia» não é um slogan: é uma classificação legal validada por um laboratório do Estado. Qualquer número de classificação assenta por cima dela.
As indicações que valem menos do que parecem
«Active», «Bio Active», «Active 12+». Estas palavras não pertencem a ninguém e não são certificadas por ninguém. Por vezes acompanham um número real; muitas vezes substituem-no.
TA — Total Activity (atividade total). Soa a mais do que o NPA porque o número é maior, e é precisamente esse o problema. A atividade total soma a atividade não peroxídica e a atividade peroxídica comum que praticamente todos os méis do mundo têm. Inflaciona o valor sem acrescentar nada específico do Manuka, e o setor afastou-se largamente dela. Um «TA 20+» não é comparável a um UMF 20+.
K-Factor. Uma escala própria de uma marca, construída em torno da contagem de pólen, da frescura e da pureza — questões sobre o que o mel é, não sobre quão concentrado está o seu composto característico. K-Factor 16 não significa UMF 16 nem se converte nele.
Um número sem sistema indicado. «Manuka 300», «Manuka AA 300», «Manuka 24»: se o frasco não diz a que sistema pertence o número, não o pode comparar com nada. Pergunte, ou siga em frente.
Um número sem o sinal mais, ou acompanhado de «até», descreve um teto e não um mínimo garantido.
A tabela rápida de tradução
| No frasco | O que é | Comparável com UMF? |
|---|---|---|
| UMF 10+ | Certificado, quatro marcadores analisados, número de licença | Sim — é a referência |
| MGO / MG 263+ | Metilglioxal em mg/kg | Sim, através da tabela de conversão |
| NPA 10+ | Atividade não peroxídica, escala de equivalentes de fenol | Sim — mesmos números do UMF |
| IAA 20+ | A mesma ideia, rotulagem em francês | Sim — mesmos números do UMF |
| MGS 12+ | Uma certificação neozelandesa distinta | De um modo geral, sim |
| Manuka monofloral | Classificação oficial neozelandesa | Não é uma escala de potência — é uma verificação de identidade |
| TA 20+ | Atividade total, inclui atividade peroxídica | Não |
| K-Factor 16 | Escala de marca baseada em pólen e pureza | Não |
| «Active» | Palavra de marketing | Não |
Se tem um número MGO e procura o equivalente UMF, a nossa tabela completa de conversão MGO – UMF faz a conta por si.
Três verificações que resolvem quase qualquer frasco
Um: é indicado um sistema? UMF, MGO, NPA, IAA, MGS — um sistema indicado significa um ensaio definido. Nenhum sistema indicado significa nenhum ensaio verificável.
Dois: existe número de licença ou de lote? Os licenciados UMF imprimem um número de licença. Os produtores sérios imprimem um código de lote que liga o frasco a uma colheita analisada concreta.
Três: diz Manuka monofloral ou multifloral, produto da Nova Zelândia? Essa é a camada oficial, e é a diferença entre mel de Manuka e mel com a palavra Manuka em cima.
Em síntese
Quase todo o alfabeto de uma prateleira de Manuka se reduz a duas coisas: uma medição certificada (UMF, MGO/MG, NPA, IAA, MGS) ou uma palavra que alguém escolheu («Active», «Bio Active», TA, um número por explicar). O primeiro grupo compara-se com uma tabela. O segundo não se compara de todo — o que costuma ser precisamente o objetivo de o usar.
Aprenda os cinco sistemas reais e a prateleira deixa de ser confusa.